Experiencia de Fabricio Bento e Demi Moro como auxiliares de conversa

O meu segundo ano de experiência como auxiliar de conversação de língua portuguesa no IES San Clemente (2025-26) foi uma vivência com novas possibilidades de olhares  para a prática do português como língua adicional por meio de novas propostas de aulas em habilidades comunicativas e com alunos propostos a se ousarem nas diferentes habilidades de comunicação. Nesse sentido, foi possível produzir aulas mais direcionadas e pragmáticas ao contexto do ensino de formação profissional e com fins específicos de informática, baseando-se nas práticas de oralidade com diálogos e de role-play. Penso que desenvolver as habilidades escritas e orais em um contexto de uso pragmático fortalece significativamente a autonomia comunicativa e funcional e de negociação de sentidos, aprendendo não apenas “o que dizer” mas também “como dizer”.

Também pude acompanhar e auxiliar o desenvolvimento da oralidade em português dos alunos do 1SMR com a realização de suas atividades por meio de gravações de voz baseadas em roteiros escritos previamente. Além disso, também estive com os alunos em uma excursão a Braga, na Escola Secundária Carlos Amarante, em que pude mediar a interaçao dos alunos galegos com os alunos portugueses e brasileiros no desenvolvimento de podcasts voltados para as temáticas de sustentabilidade (ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) no âmbito da informática.

As oficinas de língua portuguesa com os alunos que queriam a certificação de português também foram muito interessantes, pois pude avaliá-los através da gamificação e as TICs, tais como Kahoot e Jeopardy Labs, promovendo uma aprendizagem dinâmica e interativa, fortalecendo usos linguísticos e para fins específicos. Também acredito que a liberdade e a autonomia do aluno no processo de aprendizagem de uma língua adicional permite alcançar conhecimentos singulares e potentes, sendo capazes de desenvolver determinadas estruturas e argumentações em uma língua adicional a partir de temáticas de interesses pessoais que favorecem a aprendizagem. Dessa forma, propus algumas apresentações individuais e pesquisas de interesses pessoais, pois a partir dessa perspectiva penso que esses conhecimentos se tornam mais duradouros, uma vez que se relaciona a aprendizagem com a memória afetiva.

Todas essas experiências me inspiraram a me aprofundar nos estudos de professor de português para estrangeiros. Sendo assim, também pude aplicar pesquisas e coletas de dados sistematizados através de um formulário com os alunos como forma de registrar e desenvolver cientificamente um dos pilares mais elementares desta minha experiência: a presença do galego na aprendizagem do português e, consequentemente, este processo intercultural de aprendizagem.

Minha gratidão a Marcos Árias e Marcos Vence pela oportunidade de trabalharmos juntos e por todas as experiências vividas ao longo desse percurso, que levarei comigo para sempre.

Gratidão a todos,

Fabricio Bento.

Demi e Fabricio